quinta-feira, 12 de outubro de 2023

FIZ MINHA ABDOMINOPLASTIA NO HOSPITAL DO SERVIDOR

        Meu nome é Gislaine Perdon, me efetivei como professora de Arte no Estado no ano 2000,  mas  como sou dependente do meu pai no seu plano de saúde Sul América, utilizava os hospitais, clínicas e laboratórios mais próximos da minha casa no município de Santo André.

    Enquanto estive casada, meu marido utilizou o Hospital do Servidor algumas vezes, que eu já sabia que era excelente, mas juntos tivemos a oportunidade de nos certificar disso. Era longe, o atendimento demorado, mas sempre feito com excelência.

    Quando ouvi da Dra. Vivian Calvino Lagares Scalco que eu poderia fazer a abdominoplastia no Hospital do Servidor, fiquei emocionada porque conseguiria me livrar da pele no abdômem e faria isso num hospital confiável, graças ao meu trabalho como servidora pública.

        Sabia que iria demorar, mas eu não tinha pressa, a cada consulta era um nome diferente de médico que aparecia, pesquisava na internet, procurava saber tudo sobre o profissional e quando chegava lá nada de doutor, era uma doutora novinha, linda, atenciosa, que parecia que tinha saído dessas séries médicas que gosto de assistir pela TV, mas me explicava tudo tão direitinho, me deixava tão confiante de que iria realizar o procedimento com segurança, que eu não me iludia com os resultados e nem com datas de quando iria fazer.

        Depois que consegui passar com o anestesista, voltei duas vezes e ela não estava lá, fui bem atendida, mas senti sua falta, eu não me importava mais com o nome do médico responsável, mas se ela estaria junto, eu era sua paciente e sabia que se ela estivesse presente tudo daria certo.

    Quando me internei, na véspera do procedimento, já sabia que ficaria horas na recepção, levei computador, comida e esperaria tranquila. O que eu não sabia é que teria a oportunidade de conhecer  Vilma de Oliveira, uma funcionária alto astral, bem humorada, que "invejou" minha abdominoplastia, mas que me acolheu muito bem e compreendeu a angústia da minha mãe em ter de me deixar ali sozinha e voltar para casa.

    Eu estava no Hospital do Servidor Público, não sei quem é concursado e quem é tercerizado, mas quero me manifestar quanto aos bons e aos maus funcionários que me atenderam. No primeiro dos três dias em que lá fiquei, fui deixada no nono andar que tem quatro blocos e eu não sabia para onde ir, depois que descobri que deveria ir ao bloco D, uma enfermeira pediu a enfermeira Liana que me levasse até o quarto 7, leito 15 e essa não disfarçou sua insatisfação em ter que se prestar a isso. Não sou  o tipo de pessoa que se cala, estava só chegando e a enfermeira Liana me disse que a cara não era comigo e sim com a colega que não cumpriu direito o seu serviço que era o de me conduzir até o quarto.

        A equipe da enfermagem deixou muito a desejar, eu não sei o nome de cada um, talvez com a data e o horário e se for do interesse de alguém, é possível descobrir, mas na hora de colocar o meu primeiro acesso vazou muito sangue, muito mesmo e eu que tive que pedir que trocassem o lençol, antes da troca, eu encontrei uma agulha na minha cama, à noite acordei com muita dor no braço, que estava inchado e a cama novamente molhada porque o acesso tinha vazado outro vez, dessa vez eu pedi que não trocassem de novo o lençol, pois eu queria dormir.  No outro dia, o enfermeiro que chegou, esse eu lembro o nome, Rodrigo, era bem atencioso e preocupado, ele se recusou a usar o mesmo acesso porque tinha ficado aberto e existia o risco de infecção.

        Também presenciei a paciente do leito à frente implorando por um antialérgico porque o ar do centro cirúrgico lhe desencadeu uma tosse alérgica, porém sempre que alguém entrava ela solicitava o remédio e ouvia apenas que iriam falar com o médico, ela foi embora sem saber o porquê de não receber o medicamento. A paciente ao lado passou mal, eu apertei a campainha, a acompanhante da paciente à frente correu para o balcão, demorou pra chegar alguém e quando as enfermeiras chegaram não conseguiam ver a pressão dela e não tinha um médico a postos para uma emergência.

         Continuo o meu relato que, como disse no início, está sendo feito para destacar os bons e os maus funcionários que me atenderam durante este procedimento estético, não é um relato de reclamação mas de denúncia para que melhorem o que precisa ser melhorado.

        Já estava no centro cirúrgico do quinto andar, prestes a operar, quando falei sobre a minha aflição de como minha mãe conseguiria alguma informação com os profissionais ali presentes e a enfermeira Juliana Ceratto, gentilmente adicionou o contato da minha mãe em seu celular pessoal e depois que a Dra. Vivian e o Dr. Gustavo Lima Neves me marcaram, pedi a ela que informasse a minha mãe o horário que eu estava entrando na sala e a previsão de quando tempo demoraria a abdominoplastia. Tenho certeza de que não faz parte das suas atribuições adicionar no seu celular o contato de mãe de paciente, mas ela fez isso, são por esses anjos que Deus coloca em nosso caminho que faço questão de tornar público o meu reconhecimento. 

    Eu tinha visto o Dr. Gustavo atendendo outra paciente no mesmo quarto que eu, não sabia que ele estaria na minha cirurgia, quando entrou para ver as marcações que a Dra. Vivian tinha feito, me cumprimentou com um aperto de mão, antes de olhar para o meu abdomém.

    A consulta depois do procedimento foi com a Dra Anna Luiza, nunca sabia quem iria me atender. Esta médica eu já conhecia de atendimentos anteriores, quando me passou detalhadamente todas as orientações antes da cirúrgia, o Dr. Gustavo Lima Neves entrou na sala e novamente me cumprimentou, pode parecer detalhe mas não é, isso faz muita diferença, pois aproxima o paciente do especialista.

    Quando recebi alta, às sete horas da manhã, a Dra. Vivian me fez também as recomendações necessárias e deixou seu contato em caso de emergência.  Antes vir pra casa, porém,  preferi tomar o primeiro banho no hospital, pois o dreno e a malha eram novos para mim e ter o auxílio de um enfermeiro me deixava mais tranquila, já que meus pais, que tomariam conta de mim, já são idosos.

    Apertei a campainha e demorou o infinito para alguém entrar no quarto, quando isso ocorreu,  foi pra me dizer que não sabiam ainda quem ficaria responsável pelo meu leito, tomei café e nada de banho. Enfim chegou a Liana, a mesma enfermeira que me levou até o quarto no dia da internação, até brinquei que era sina, quando não me queriam sobrava pra ela.

    Depois de muito tempo de autorizada a alta, do café e do banho e com os meus pais já a caminho, viram que eu precisava de mais dois medicamentos e entre um e outro uma espera enorme. Depois disso, mais espera. Minha mãe foi até o balcão e ouviu que a pessoa estava sozinha e que depois alguém iria me liberar. Após mais essa espera, eu fui até o balcão perguntei pela enfermeira responsável e pela Liana e a enfermeira disse que ela iria lá pra fechar o medicamento, depois mais demora para tirar o acesso e para alguém me levar até o térreo. 

        Meu pai, que tinha ficado dentro do carro, teve que aguardar todo esse tempo por conta dessa falta de organização e prontidão da equipe de enfermagem.

        Diante de tudo que expus, me senti desassistida, é muito tempo pra definirem quem será o responsável pelo nosso leito e enquanto isso não acontece, ficamos realmente sozinhos (as), eu não tive a oportunidade de conhecer outras áreas do hospital, não sei se por ser procedimento estético, não é a mesma prontidão verificada em outras especialidades,  mas trata-se de algo que precisa melhorar, com formação, treinamento, concurso público ...  Eu realmente não sei se realmente é isso, mas não fiquei satisfeita.

    Espero ter tornado público, os profissionais que fazem juz ao reconhecimento do Hospital do Servidor como sendo de referência.









terça-feira, 3 de outubro de 2023

VOCÊ TROCA EXCESSO DE PELE POR UMA CICATRIZ?




A gordura era bem vinda, talvez por ser algo que eu conhecia bem ou por me manter aquecida, a gordura não era um problema, a comida em excesso sim mas a gordura definitivamente não.

Quando comecei a emagrecer preocupada com a flacidez eu até procurei um creme da Mary Key, um creme que eu sabia que era bom mas por conta da pandemia, faltou a matéria prima e o mesmo deixou de ser produzido.

Quando cheguei no meu peso ideal procurei uma dermatologista, ela observou o meu corpo e disse só com cirurgia, eu falei não fui pra faca pra fazer a bariátrica e não vou agora por conta da pele, ela tentou me convencer que eu era nova, que a pele iria assar, que era questão de saúde e não de estética mas eu não sabia nem falar essa palavra e não estava disposta a considerar essa possibilidade.

Procurei outro dermatologista que passou cremes manipulados, cremes caros que não davam pra nada e que honestamente não vi resultado, continuei treinando, mas era muita pele e mais um ano no peso ideal já tinha aprendido a falar abdominoplastia e resolvi dar uma sondada no assunto.

Fui em dois médicos do SulAmérica, um do Hospital Bartira e outro da Clinica Ana Rosa, mas o convênio não cobria e ficaria R$ 20.000,00, eu já considerava a possibilidade de fazer essa cirurgia mas pagar estava fora de cogitação.

Em março fui no Hospital do Servidor, até me emocionei quando a médica disse que fariam mas não tinha prazo, pediu os exames pré-operatório, fiz todos os exames, voltei sem ter conseguido agenda com o anestesista, passei no anestesista, voltei na médica e continuavamos sem prazo, até que ligaram pra minha mãe que tinha surgido uma vaga e amanhã interno para operar na quinta-feira a tarde.

Ontem estava num misto de alegria e medo, hoje o medo esta menor, prevalesce a gratidão por essa oportunidade e a tristeza de ter perdido minha amiga Lilian Farah com quem eu compartilharia o mesmo hospital nos próximos dias, eu teria uma camisola igual a dela mas sua missão neste plano foi cumprida antes que eu tivesse tempo de fazer minha abdominoplastia.

Amanhã me interno e depois de amanhã troco pele por uma cicatriz, que os médicos cuidem de mim, que Deus permita que tudo corra bem, que eu não desista de tirar a pele também da perna que também me incomoda um bocado.

Que eu me permita ter um corpo magro, não porque ser magro é padrão de beleza, mas porque estou mais saudável, com mais energia para viver.

Poder fazer essa cirurgia no Hospital do Servidor faz muita diferença pra mim, sou uma professora muito dedicada, raras vezes usei esse hospital, sinto como se tivesse recebendo um bonus de R$ 20.000,00 pela minha atuação como professora, a minha valorização profissional chegou através dessa cirurgia e isso me faz feliz, tão feliz como ouvir hoje de um ex aluno que na minha aula ELE EXISTIA.

Obrigada por eu existir para o Hospital do Servidor, obrigada por ter chegado a minha vez.










domingo, 5 de março de 2023

NÃO TREINO PENSANDO SOMENTE NO AMANHÃ

(Gislaine, feliz, forrozeira, criativa, cheia de amigos, auto estima lá em cima, realizada profissionalmente, bom relacionamento familiar, porém, comendo compulsivamente e odiando academia) 

    Meu nome é Gislaine, sou comedora compulsiva, tenho distorção de imagem, seis parafusos na coluna, e vários ligamentos rompidos nos tornozelos. Quando cheguei na Crosslife Santa estava prestes a completar 48 anos de idade, tinha total aversão a qualquer tipo de atividade física que não fosse dança.

    Eu tinha tido uma considerável perda de peso como podem observar pelas fotos abaixo, emagreci graças a uma "rede de apoio" que terei prazer em detalhar no privado e foi o meu ex marido que, ao me ver magra, carinhosamente sugeriu que eu deveria procurar alguma atividade física.

(foto de outubro de 2020 - 107 kgs e a de agosto de 2021 - 73 kgs)

    Chegava às academias e falava, olhando bem nos olhos de quem me recebia, eu detesto academia mas estou aqui porque sei que preciso,  cada aula experimental o "detesto" ficava ainda mais potente e o "eu preciso" mais sútil.

    A minha psicóloga Ani Paula Mogentale, educadora física e na época aluna da Crosslife Santa, relatou-me o quão espetacular era o Eric, na época professor e proprietário da Crosslife Santa. Aceitei sua sugestão e fiz três aula experimentais e para o meu espanto, gostei. Apesar de ter gostado, paguei contrariada o plano trimestral. Era certo que mesmo tendo gostado das três aulas eu não permaneceria ali, exercícios de força e resistência definitivamente não eram para mim, ambiente de academia não era para mim.

    Mas o improvável aconteceu e, antes que o plano acabasse, fiz o plano anual, o meu único objetivo desde quando cheguei era "continuar voltando", não me importo com números e porcentagens, tenho a doutora Angelica dos Santos Silva, minha nutricionista, para cuidar disto por mim. Também não me incomodo que meus colegas de treino peguem mais peso que eu, façam mais repetições do que eu, ou que saltem em caixotes e subam em cordas, coisas que eu ainda não consigo fazer, eu me sinto acolhida e os admiro pelas suas conquistas.

(foto de quando contratei o plano anual)

    Quando eu cheguei na Crosslife Santa eu ia correndo até a lixeira e voltava caminhando. Era impossível correr 200 metros. Comecei a fazer os exercícios sem peso e fiquei um bom tempo usando apenas o peso de 4kg. Na barra, eu não passava de 3 segundos sustentando o meu peso, aos poucos (bem aos poucos) com o incentivo dos professores e das colegas de treino fui melhorando.

   Uma colega do treino insistia que eu tinha emagrecido e eu dizia que não, de tanto ela falar resolvi olhar os números no controle da minha nutricionista e realmente eu tinha emagrecido 10 quilos sem perceber.

   Como eu já tinha emagrecido antes de entrar na Crosslife Santa, esses quilos a menos não me deixaram tão empolgada, ao contrário de quando fui escovar os dentes e encontrei músculos nos meus braços que antes eu não via. Perdi calças porque agora tenho músculos nas coxas, isso sim é realmente formidável, na minha idade ganhar massa muscular é uma glória. 

    Existem outras mudanças que não aparecem nos espelhos e devem ser relatadas, eu dançava duas músicas e ficava cansada, gostava de xote porque não tinha energia para os forrós mais rápidos, agora para eu cansar tem que ser quatro horas de forró direto, e ainda danço trocando ideia porque tenho fôlego para isso, aposto corrida com as crianças, encaro qualquer escadaria, troquei remédios, por vitaminas e suplementos. 

    Aos 50 anos tenho um corpo que nunca tive, estéticamente continua fora do padrão (um padrão cruel que não respeita minha história e minhas marcas), mas estou feliz, estou saudável e já considero até fazer uma abdominoplastia.

    Porém, eu não treino pensando no amanhã,  na minha mobilidade quando eu estiver velhinha, que não vou enfartar como as minhas três tias, que não serei diabética como o meu avô, sinceramente eu não penso nisso,  o futuro a Deus pertence. 

    Foco em ter qualidade de vida hoje. Se eu soubesse que hoje é o último dia da minha vida, eu seguiria meu plano alimentar, iria para o treino, torcendo para ser o "strong" (treino de 30 minutos que prioriza força) pra ter mais tempo com os meus pais e iria para o forró.

    Treino três vezes por semana, se vou viajar procuro ver se no local tem academia, se a Crosslife vai ter férias procuro um lugar pra fazer aula nestes dias. Embora eu tenha um carinho e respeito enorme pela Crosslife Santa, total identificação com o espaço e o formato do treino, confiança nos professores Fernando, Angelo e Vitão, simpatia pelos (as) colegas de treino, (algumas viraram amigas), pela recepcionista Camila,  proprietária Michele e pela nutricionista Janaína, encontro liberdade para falar das coisas que na minha opinião podem melhorar. O que eles conseguiram despertar em minha vida foi um vínculo com a atividade física, que vai além da Crosslife Santa, são bem raras às vezes que chego no espaço sem vontade de treinar. Hoje, eu realmente gosto de treinar.

    Por isso, amo e recomendo a Crosslife Santa ! 

    Agradeço a oportunidade de poder contar a minha história, boas histórias devem ser compartilhadas.



(foto tirada no dia que solicitaram que eu escrevesse esse relato)


*Na última avaliação eu perdi massa muscular e ganhei gordura mesmo fazendo tudo direitinho, provavelmente é por conta da menopausa. Sabe o que eu tenho que fazer? Continuar voltando, simples assim.




quarta-feira, 24 de agosto de 2022

ESTÃO ME MATANDO


Postei este vídeo no Instagram na segunda-feira, na terça-feira um ex aluno da EJA foi me visitar e enquanto eu conversava com ele, um ex aluno do Amaral me enviou um whatsapp.

Meu amor e meu compromisso pelo magistério continuam o mesmo, por que agora está tão dificil? 

O aluno mudou ou a minha paciência, se o Estado deixasse eu me aposentar aos 50 anos de idade, sendo 25 anos de magistério como era até o ano passado, talvez eu me aposentasse "viva na minha vocação" mas do jeito que esta acho pouco provável.

Comecei a trabalhar com carteira assinada com 14 anos de idade, quando não trabalhava com carteira assinada, pagava carnê de INSS como autônoma, eu não quero parar de dar aula.

Só quero dignidade e respeito e hoje não tenho isso nem do Estado e nem da maioria dos alunos, me perdoem as exceções vocês são os responsáveis para que eu não pegue uma licença psiquiátrica o olhar de vocês me salva a cada aula.

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

CADÊ O MEU PROFESSOR?

    Eu frequento a aula na Crosslife Santa três vezes por semana, nos dia em que não vou dou uma espiada no Instagram para ver quem estava na aula, a gente acaba fazendo amizade e é legal ver quem foi à aula, ontem observei que o meu professor não estava na foto, será que ele saiu? 

    Cheguei para treinar e o Eric estava varrendo a sala, perguntei se me daria aula, ele disse que sim e conversamos um pouco sobre poeira e fios de cabelo, eu estava sentindo a falta do Mateus mas ele não iria embora sem me dar tchau.

    Mandei um whatsapp ... Cadê você? E a aula começou antes que eu tivesse alguma resposta.

    A aula começou com alongamento em dupla, perguntei para a minha dupla se sabia alguma coisa sobre ele, ela me disse em poucos segundos que ele tinha saído, que tinha conseguido um outro trabalho.

    Eu tenho 49 anos, aprendi que as pessoas estão sempre de passagem na vida da gente, não importa quanto tempo elas ficam e nem a relação que temos com elas. Porém, dá um aperto no coração saber que aquele bigode, aquele sorriso não estarão mais nos meus treinos na Crosslife Santa. 

    O Mateus é engraçado, um menino de 23 anos, provavelmente tem muito a aprender até sobre a sua profissão mas tem coisas que na faculdade não ensina e ele faz direitinho, estabelece vínculo com cada aluno, vai além da aula, sabe sobre cada um dentro e fora do treino, durante a aula enquanto fazia observações sobre a maneira como realizávamos as atividades também falava algo de fora, fazendo o tempo passar ainda mais rápido, impressionante a boa vontade dele em aprender LIBRAS, a cada aula aprendia e utilizava novos sinais com a nossa amiga Taneide.

    No final da aula encontrei um áudio no meu whatsapp, mas eu preferi escrever aqui no blog, tornar público meu agradecimento pelos meses que foi meu professor, por eu continuar treinando, ter mantido em mim o desejo de eu continuar voltando.

     Eu adoro o treino com o Eric, suas aulas foram as responsáveis pela minha matricula no Crosslife Santa, mas o meu primeiro dia como aluna, foi também o primeiro dia do professor Guilherme, quando o Guilherme saiu chegou o Fernando, eventualmente eu ia a tarde, um dia cheguei a tarde e não era mais a Camila, era a Tati, a minha nutricionista sugeriu que eu treinasse todos os dias no mesmo horário e quando cheguei para ser aluna da Tati, era o primeiro dia do Matheus, fui informada que ele ficaria até o final do mês e acabou ficando meses, não tive a oportunidade de dar tchau como foi com o Guilherme, então fica o tchau aqui no blog Matheus.

       Tchau ! Gratidão ! Seja feliz.

    Embora eu goste muito das aulas do Eric, imagino que seja temporária sua atuação como professor, a parte administrativa deve tomar muito do seu tempo, mas aproveito pra registrar também que além de gostar de tê-lo como professor eu confio no seu tato para a escolha do próximo profissional, que a próxima pessoa seja tão do bem como todas as outras que já passaram por ali.

    Como já falei, hoje, graças a você, a todos esses professores que tive a oportunidade de conhecer, o meu vínculo é com a atividade física e não com os professores, colegas e academia, é claro que faz diferença com quem e onde treinamos mas o mais importante pra mim é ter ganho de massa magra, força, resistência é saúde corporal.

terça-feira, 26 de julho de 2022

ALÉM DA PAISAGEM, MULHERES INCRÍVEIS !

    O foco da viagem era reencontrar pessoas, seria a terceira vez dos meus pais no Serrado em Porteiria MG, mas a primeira vez minha e da Rosi neste lugar, o que para eles seria um reencontro pra mim e pra Rosi a oportunidade de conhecer novas pessoas.

    E que pessoas? Que mulheres!

    Mesmo com cachorros (eu fujo deles) fui muito bem recebida, as vezes achamos que é preciso tempo para estar com o outro mas vi que mesmo com uma vida atibulada, uma agenda cheia é possível com amor abrir espaço para quatro pessoas por quatro noites na casa da gente. 

 (Gislaine e Nalva)

    Aprendi que mesmo que eu tenha planejado um almoço para a minha tia, primos e primas que não encontro há um tempão posso incluir nesta lista mais quatro convidados e permitir que essa turma toda se conheça, o maxixe vai dar pra todo mundo inclusive para a marmita do marido que por conta do trabalho não poderá almoçar com a gente.

 (Marli e Gislaine)

    Aprendi que mesmo com frio e com dor é possível dar alguns passos para estar com o outro, valorizar a presença do outro.

 (Marli, Nalva, Tida, Aurelita e Isaura)

    Aprendi que tem gente de uma realidade completamente diferente da nossa, de idades diferentes, que nem gostam de forró como a gente, que nunca vimos antes mas que a impressão que temos é que sempre estiveram ali do ladinho da gente, a gente olha pra pessoa e já é intima, a gente vai embora e dá uma saudades enorme.



(Gislaine, Daiany e Rosi)

    E foi assim com todas elas rolou uma química, empatia, amizade, boas risadas,  rolou amor !








quinta-feira, 14 de julho de 2022

FORRÓ DE CURVELO

 


    Eu não acredito! É sério? Viagem já agendada, o foco era reencontrar os amigos e de repente descubro que chegaria em Curvelo bem no meio do forró da da cidade, o que já seria bom ficou melhor ainda.

       Com a programação em mãos eu vi que teria uma oficina, oficina Forrozeando, começaria às 19 horas e eu precisava estar lá às 19 horas, passamos por Condisburgo, meu pai mostrou esculturas, falou que tinha a casa de Guimarães Rosa mas eu tinha que estar no forró as 19 horas, já tinha avisado a Janete tudo em ordem e lá estava eu com a Rosi.

    Conhecemos a Carol e o Saulo, voluntários toda terça e quinta na praça, oferecendo as pessoas amor em forma de forró e assim também fui acolhida por eles.



   

     Fui dançando com as pessoas e através do forró me tornando intimas delas.




     Ficaríamos apenas duas noites em Curvelo, a próxima cidade será Nova Canaã/BA, mas como sabendo que no dia que iríamos embora a noite teria mais Forrozeando?
    Conversei com a Rosi, com a minha mãe e com o meu pai, claro que não seria um bom argumento ficar mais um dia apenas por conta do forró, a casa de Guimarães Rosa e a Gruta Maquiné entraram no rolo e ficamos mais uma noite nesta cidade mágica de amigos e muito forró.









     Foi a quadrigésima festa, o ano que vem quem sabe?


      Pois é, quem sabe?

    


    

EU VOU TE VISITAR

     Aprendi com os meus pais que as amizades devem ser preservadas, a vida inteira fomos em casa de amigos e familiares, alguns próximos e outros distantes, alguns retribuíam as visitas e outros nunca foram nos visitar mas eles não se importavam com isso, não ficavam melindrados iam e pronto.

    E essa viagem é para isso reencontrar amigos, pessoas que Deus colocou em nossa vida, que fizeram parte de vários momentos de nossas vidas e que a vida levou para uma outra cidade, um outro Estado e que nos dispusemos a reencontrá-las.

    Meus pais me convidaram e eu convidei a Rosi, minha amiga da faculdade e de tantas outras viagens, embarcamos juntos por duas semanas em casa de tanta gente querida, Minas Gerais e Bahia, casa dos nossos amigos e amigas.

(Gislaine e Rosi)

(Maria Alice e Gislaine)

 (Terezinha, Emílio, Elpídeo, Aurelita, Gislaine)

(Sérgio, Gislaine e Janete)

(Erci, Aurelita, Carminha, Gislaine e Eliana)

 (Gislaine e Carminha)

(Eliana e Gislaine)

(Elpídeo, Terezinha, Emílio e Aurelita)

(Emílio e Carminha)

(Aurelita e Erci)

(Jura, Gislaine e Dinda)

 (Thor)

 (Gislaine, Rany e Tida)

 (Hugo e Gislaine)


"Qualquer dia amigo a gente vai se encontrar" 
(Milton Nascimento)

    Em Santo André/SP ou em qualquer outro canto porque assim como os meu pais eu sempre vou ao encontro dos meus amigos, e eu vou mesmo.


quarta-feira, 25 de maio de 2022

MUDOU MAS NÃO MUDOU

    Aproveitei a produção para a Bodas de Argila dos meus pais e pedi para a fotógrafa fazer algumas fotos, fizemos apenas cinco fotos e eu gostei das cinco fotos.


    Gosto da imagem representada na foto e gosto do que a foto não mostra, mas que minha prima Ticiane deixou registrado numa mensagem de whatsapp  

Oi Gi! Tudo bem? 

Passando para te falar que vc estava linda ontem, não só por fora, mas por dentro tbm, vc transmitia muita paz, felicidade e uma energia muito boa! E eu fico muito feliz em ver vc assim! 
Bom domingo!!! 
Beijão 😘❤️

      Estou visivelmente mais magra, mais disposta, mais serena .... 
    Mas o que realmente mudou? 
    Divorciada desde janeiro e nem um selinho até agora, nenhum paquera, vou para o forró e nunca danço o suficiente para saciar a minha vontade de dançar, vou no flashback e não consigo acompanhar os passos, minha carteira tem R$ 4,00, tirei da poupança o pouco que tinha destinado para a casa nova para investir no flashmob que estou organizando para setembro, estou devendo na ortodentista, nem parei de usar máscara na rede de Diadema e já retornou o uso da máscara no Estado, passo em frente ao loft e vejo sempre a mesma coisa, uma construção abandonada, meu primo Diego foi embora com a família para a Europa, meus alunos do Ensino Médio querem sair da sala de aula, as turmas de Educação de Jovens e Adulto cada vez menores, no fundamental eu mais medio conflito que dou aula, o Alckimin concorrerá como vice do Lula nas próximas eleições, tem gente que não se constrange por ter votado no Bolsonaro, minha pele não estica, continuo não gostando de gatos e cachorros, o combustível esta um absurdo, não enxergo sem óculos, meu cabelo esta caindo, minha unha esta fraca,  nos Estados Unidos um aluno matou 19 pessoas na escola, tem uma doença nova que antes só dava em macacos, morreu um morador de rua de frio na semana passada, no dia que eu e o meu irmão tínhamos planejado um passeio surpresa de limousine para os meus pais, o meu pai teve que fazer um cateterismo ..... Mas afinal, o que mudou?  
    Estou me rendendo que tudo passa nesta vida, inclusive a própria vida .... então o negócio é vivê-la!
    


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

EU NA ACADEMIA? MALHANDO? MUSCULAÇÃO? NUNCA!

    Eu até tentei algumas vezes mas não gostava, não me acostumei como muitas pessoas me falaram que aconteceria e eu acabaria gostando, desistia antes que se tornasse um hábito.

    Um educador físico me disse uma vez, se não gosta de musculação não insiste procure o que lhe dá prazer, e foi o que fiz, sempre amei dançar, não via a dança como atividade física, dançava porque gostava de dançar mas depois deste dia aumentei a quantidade de aulas de dança e por muitos anos a dança foi minha única atividade física.

    Em julho do ano passado, estive com o meu ex marido, tinha emagrecido muito, pele flácida e ele carinhosamente me aconselhou a procurar uma academia mesmo não gostando, mais uma vez fui atrás de aulas experimentais, fiz algumas mas o ódio era confirmado a cada aula até que minha psicóloga me falou sobre o Cross Santa.

    Só a palavra Cross já me causava um asco, eu tenho seis parafusos na coluna, parecia óbvio que essa atividade a longo prazo faria mal, isso é coisa de modinha, de gente imprudente mas a minha psicóloga que também é aluna no Cross Santa elogiou tanto o proprietário, que tinha estudado com ela na faculdade de Educação Física que topei mais uma aula experimental.

    Gostei mas achei que podia ter sido só naquele dia, eu fui em mais três aulas experimentais, depois de quatro aulas ficou provado que eu realmente tinha gostado, juntei o dinheiro e em setembro me matriculei mas ainda relutando em pagar três meses porque acreditava que novamente iria desistir.

    Não desisti e me apaixonei, o tempo passa muito rápido, tem exercícios que me dão mais prazer outros menos, uns mais fáceis, outros mais difíceis e até alguns impossíveis (só por hoje), quando comecei não aguentava nem 4 quilos hoje uso 6 quilos, tenho mais disposição pra viver, se eu já amava dançar quero só ver quando voltar pra pista, cadeira só pra guardar a bolsa.

    Não vejo muita transformação no visual, tenho distorção de imagem, mas depois de tantas pessoas que me conheceram no Cross me falarem que eu tinha emagrecido fui dar uma olhada em minhas anotações e foram quase 10 quilos, isso não é o meu foco, mas é preciso reconhecer que emagreci, que zerou minha gordura no figado, que subi a escadaria de Pedra Bela no maior pique, que apostei corrida com a minha sobrinha de 10 anos e que eu fiquei aguardando ela para que cruzássemos a linha de chegada juntas, que consigo fazer flexão de braço ... há seis meses nada disso seria possível.

    Me incomoda muito os colegas e professores sem máscara, cheguei a ir em outra escola com uma dinâmica de aula similar ao Cross Santa mas a questão do não uso de máscara foi o mesmo, quero só ver quando liberarem oficialmente o uso da máscara quando eu também tirar a minha, sem medo da Covid, poder respirar melhor durante o treino e mostrar o quanto estou feliz atrás da máscara por mais duro que seja o treino.



Proprietário e professor Eric e eu 
(numa tarde atípica em que tive aula particular)

ZEROU A GORDURA NO FIGADO

    A última vez em que apresentei algum exame ao cardiologista foi pra me preparar para retirada da vesícula em Julho de 2009. 

    Não esqueço que o Dr Rene, quando voltei ao seu consultório depois da retirada da vesícula me disse que encontrou tanta gordura que o instrumento por pouco não alcança a vesícula e teriam que me abrir para concluir o procedimento cirúrgico.

  Ano passado mesmo com uma perda de peso considerável, apresentei gordura no figado nível I, a Dra Angélica me explicou que era assim mesmo que essa gordura era a mais chatinha de sair, que seria a última a sair, que é a gordura visceral, que fica nos orgãos, mas não é que saiu.

    Vou buscar o resultado do ultrassom na próxima segunda-feira, mas a Dra Adriana da DISA já adiantou o resultado quando quis saber quando eu tinha realizado o exame anterior, disse que a melhora foi significativa.

        Graças a Deus!

     Cada pessoa tem o seu caminho para encontrar a saúde, o meu que me permito postar aqui é a Dra Angelica (minha nutricionista), Ani Paula (minha psicóloga), o Cross Santa (propriedade do Educador Físico Eric) e todos os meus amigos e familiares sabem que mesmo com esses profissionais se eu não tivesse aceitação de que sou comedora compulsiva e buscasse os meus iguais não teria a recuperação que tenho hoje.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

"DOUTOR" ODAIR MARCOS BRANCO

    Tenho dois primos médicos e uma prima acaba de entrar na universidade para medicina, a família inteira se orgulha pela escolha destes primos, mesmo já sabendo que a profissão que escolheram não nos permitirão muitas vezes estar com eles.

  Nos orgulhamos porque sabemos o quanto é concorrido, muitos querem mas poucos conseguem, é preciso estudar todas as áreas de conhecimento para conseguir passar no vestibular, depois de dinheiro para pagar tantos anos na universidade, mesmo os dois já formados, que estudaram em universidades públicas precisaram de dinheiro para conseguir se sustentar, gastos com moradia e livros.

    Foram tantas horas dedicadas ao estudo que não sobrava tempo para trabalhar, os pais com muito sacrifício se empenharam para que a família inteira pudesse se orgulhar dos nossos doutores da família.

    Mas hoje quando meu ex marido saiu da consulta do cirurgião vascular Dr. Odair Marcos Branco e me informou que o médico NÃO OLHOU PARA A SUA FERIDA eu fiquei indignada, inconformada, porém não estava brava só queria entender o motivo por não ter nem olhado a ferida, retornei a clínica, a supervisora disse que o doutor não iria me atender porque estava com outros pacientes, que ele teria que reagendar e que ela só teria data para março, total indiferença a minha angústia.

    Sou professora e nem sempre consigo atender aos pais dos meus alunos na hora que eles me procuram, mas me esforço para dar atenção, peço pra aguardarem o final da aula, marco um outro dia, na verdade nem a supervisora da clínica, a Gleice Kelly veio falar comigo, mandou a recepcionista dar o recado, tive que dar uma de doida e procurá-lo no andar superior, tentei até contato com essas emissoras que adoram barraco, eu não sou assim, sou sensata, sou serena, mas queria entender o que leva uma pessoa que escolheu como profissão a medicina, que estudou tanto, ficou tanto tempo longe da família, não olhar para uma ferida de um homem que o procura em seu consultório, pensei inclusive em racismo, já que o meu ex marido é negro mas tem tanta reclamação deste médico no Google Avaliações da Clínica Amel Especialidades, não foi um caso isolado, eu não entendo como uma clínica com médicos tão bons, recepcionistas tão gentis, um espaço físico tão bacana permiti ter em seu quadro um médico tão sem humanidade como esse.

Gislaine: Mas ele olhou sua ferida?

Zé: Não ! Ele parecia ter nojo de mim.

    Lamentável !


4 meses atrás
Estive neste lugar onde o atendimento é péssimo.Primeiro você é atendido por funcionarios sem identificação e quel lhe atribui qualquer nome.Tambem não fornecem o Crm do médico para averiguação.
Hoje estive nesta clínica para atendimento com meus filhos.,com o médico Odair que negou atendimento após 18 minutos de atraso...Vejam ele atende em bloco e segundo a atendente passados os 18 minutos ele já estava atendendo quem chegasse para o próximo horário 8h45m. Após questionada a atendente informou y o mesmo ja havia atendido 8 pessoas... então das 8h até às 8:18 conseguiu investigar e examinar 8 pacientes???..

11 meses atrás
Avaliação negativa: Profissionalismo, Qualidade
Estive em consulta dia 28/01 com o Drº Odair Marcos Branco (vascular), péssima consulta, durou menos de 2 min. Estava sentado na cadeira como se estivesse na poltrona de sua casa. Balbuciou duas frases: "Deixa eu ver suas pernas e isso não parece nada vascular, parece reumático." Fui com encaminhamento do IMUNOLOGISTA e alguns exames, nada foi visto. INDIGNAÇÃO é a palavra que descreve essa situação, pois pagar o convênio TRASMONTANO e ter péssimo profissional como esse atendendo é revoltante. Quer ficar largado na cadeira, não tem vontade de falar e trabalhar, procure outra coisa a fazer...